
O que surgiu fora de mim, tudo que é sinônimo de estrada.
Só percebe os segundos quando eles se vão.
Um veneno que me guia uma nova onda um novo momento.
É o preço de apostar no impossível.
Aqui estamos, os jovens e nosso peso no ombro, bato em cada porta
No meu caminho empoeirado, sem ninguém ousar vagar comigo no
Deserto que é meu coração. No infame barulho de meus pés na poeira
Deixo meus passos sujos, pra que olhar pra traz?
O motivo do sorriso se transformou em motivo de choro e em todo o
Meu tempo penso que nas montanhas é que estão as respostas.
Abandonei meus lamentos em algum lugar da estrada e fora desse
Curso que é breve tive um segundo de calmaria.
Tive que ir, deixando meu gosto na boca de alguém, talvez chorando
Eu possa alimentar um pouco dessa terra seca. É o fim do meu tempo
Todo dia. Conto sempre com as esperança de um fim, porque se tudo
que tenho se tornou encardido é de saber que um dia tudo se vai.


